Introdução: A criação é o princípio e o fundamento de todas as obras de Deus. Desta base, surge uma ligação forte entre o Criador, a Criação e a Humanidade. Deus oferece à humanidade o poder de compreender a vocação e o valor do homem. Contemplar a beleza da criação é um estímulo para reconhecer o amor do Criador; aquele Amor que move o sol e as outras estrelas. Cabe à humanidade renovar e reforçar a aliança entre o ser humano e o ambiente que deve ser espelho do amor criador de Deus, de Quem provimos e para Quem estamos a caminhar.
Cântico
Louvado sejas, oh meu Senhor! (4 vezes)
Nós queremos louvar-Te em todo o tempo,
Pela lua, o sol e as estrelas
E por todas as tuas criaturas
Que há no mundo e são tão belas.
1º Momento – A degradação ambiental é a falta de projectos políticos ou míopes interesses económicos que se transformam numa ameaça para a criação. O homem em vez de desempenhar a sua função de colaborador de Deus, coloca-se no lugar de Deus, acaba por provocar a rebelião da natureza mais tiranizada que governada por ele. O homem tem, portanto, o dever de exercer um governo responsável da criação, preservando-a e cultivando-a, evitando que algumas regiões da terra experimentem dificuldades cada vez maiores porque se descuidam ou recusam-se a exercer um governo responsável.
Apenas Te pedimos:
- responsabilidade no poder;
- consciência para os governantes;
- e uma colaboração mútua de paz.
Cântico
Louvado sejas, oh meu Senhor (4 vezes)
Pela terra que a todos nos sustenta,
Pelos frutos, as ervas e as flores,
Pelo dia, com sol ou em tormenta,
Nós cantamos os Teus louvores.
2º Momento – Seria urgente a criação de uma leal solidariedade entre as gerações. É um facto e também um dever. Ligar o presente ao futuro. A comunidade internacional tem o dever de encontrar as vias institucionais para regular a exploração dos recursos não renováveis com a participação dos países pobres de modo a planificar em conjunto o futuro. Poder-se-ia chegar a todos se não houvesse tantos cálculos interesseiros na assistência, na transferência dos conhecimentos e tecnologias menos poluidoras.
Apenas Te pedimos:
- Solidariedade entre os povos;
- Disponibilidade nos recursos;
- Moderação nos projectos.
3º Momento – Um papel de sensibilização e formação compete de modo particular aos vários sujeitos da sociedade civil e às organizações não governamentais, empenhadas com determinação e generosidade na difusão de uma responsabilidade ecológica, que deveria aparecer cada vez mais ancorada ao respeito pela ecologia humana. As relações entre pessoas, grupos sociais e Estados, bem como as relações entre homem e ambiente são chamadas a assumir o estilo do respeito e da caridade na verdade.
Apenas Te pedimos:
- Responsabilidade pelo outro;
- Respeito pela vida;
- Caridade na Comunhão.
Cântico:
Faz a paz, escolhe o amor.
Vai constrói um mundo melhor.
Abraça os homens, são teus irmãos,
Serás feliz na união.
4º Momento – A Igreja tem a sua parte de responsabilidade pela criação e sente que a deve exercer também em âmbito público, para defender a terra, a água e o ar, dádivas feitas por Deus criador a todos, e antes de tudo para proteger o homem contra o perigo da destruição de si mesmo. Com efeito, a degradação da natureza está intimamente ligada à cultura que molda a convivência humana, pelo que, “quando a ecologia humana é respeitada dentro da sociedade, beneficia também a ecologia ambiental”.
Apenas Te pedimos:
- Bondade no coração;
- Fé na acção;
- Responsabilidade na união.
5º Momento – A harmonia entre o Criador, a criação e a humanidade foi quebrada pelo pecado de Adão e Eva, do homem e da mulher, que pretenderam ocupar o lugar de Deus, recusando a reconhecer-se como suas criaturas. O ser humano deixou-se dominar pelo egoísmo, perdendo o sentido do mandato de Deus e no relacionamento com a criação, comportou-se como explorador, pretendendo exercer um domínio absoluto sobre ela.
Apenas Te pedimos:
- Responsabilidade na doação;
- Simplicidade no ser;
- Atitudes de perdão.
Cântico
Se aos homens vais falar das injustiças
E da paz e da paz. Irei contigo.
No corpo da terra semearás
Flores de trigo, flores de trigo;
E às bocas da fome anunciarás
Pão de paz, pão de paz. Irei contigo.
Conclusão: Se quiseres cultivar a paz, preserva a criação. A busca da paz por parte de todos os homens de boa vontade será, sem dúvida alguma, facilitada pelo reconhecimento comum da relação indivisível que existe entre Deus, os seres humanos e a criação inteira. Os cristãos, iluminados pela Revelação divina e seguindo a Tradição da Igreja, prestam a sua própria contribuição. Consideram o cosmos e as suas maravilhas à luz da obra criadora do Pai e redentora de Cristo, que, pela sua morte e ressurreição, reconciliou com Deus “todas as criaturas, na terra e nos céus”. Cristo crucificado e ressuscitado concedeu à humanidade o dom do seu Espírito santificador, que guia o caminho da história à espera daquele dia em que, com o regresso glorioso do Senhor, serão inaugurados “novos céus e uma nova terra”, onde habitarão a justiça e a paz para sempre. Assim, proteger o ambiente natural para construir um mundo de paz é dever de toda a pessoa. Trata-se de um desafio urgente que se há-se enfrentar com renovado e concorde empenho; é uma oportunidade providencial para entregar às novas gerações a perspectiva de um futuro melhor para todos.
Se quiseres cultivar a paz, preserva a criação.
Cântico Final
Abre as tuas mãos
Deixa o mundo entrar
Estende os braços, tens de acreditar
Que o caminho que leva à paz,
Já começa onde tu estás.
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